A
etiqueta no judô o diferencia dos outros esportes e
é um requisito prévio a seguir, que é
tão importante quanto o combate em si.A saudação
é uma expressão de gratidão e respeito
quando é feita seriamente com cortesia, antes e depois
de entrar na área do tatami, aos instrutores e cada
um que pratica o judô, e na competição.
Com efeito, se expressa a gratidão ao fundador do judô,
mestre Jigoro Kano, as suas instruções, aos
seus oponentes, pela oportunidade de aprender e melhorar ambos,
técnica e espiritualmente.
A saudação indica também o respeito pelas
regras e a filosofia do judô, respeito ao adversário
e respeito à si mesmo. Durante a saudação,
o individuo se prepara mentalmente para atingir a perfeição
na execução das técnicas e a prática
do judô.
Na maioria dos clubes e associações de judô,
há um quadro do mestre Jigoro Kano no Dojo para competição
e prática, Quando se entra ou se sai do tatami, faz-se
uma reverencia para reconhecer e agradecer ao fundador do
judô. Antigamente o Dojo era considerado um lugar sagrado
para quem ia receber a instrução, desde o sensei,
e para aperfeiçoar o que se havia aprendido.
No inicio da aula, fraz-se uma saudação ao sensei
ou instrutor para pedir os ensinamentos e ajuda a todos para
progredir. Ao final da aula, saúda-se o sensei ou instrutor
pelos ensinamentos recebidos. O shiai ou competição,
é uma oportunidade para o judoca demonstrar suas habilidades
e etiqueta do judô em público. As reverencoias
tradicionais permitem ao judô destacar-se entre os esportes.
Para abrir a competição, os árbitros
e competidores se juntam sobre a área de competição,
e saúdam o “joseki” ou mesa de honra, para reverenciar
os mestres de grau superior, e convidados que ocupam posições
elevadas. Em seguida, os árbitros giram para a sua
esquerda ficando de frente aos competidores. Os competidores
saúdam cortesmente para demonstrar que respeitam os
árbitros e as regras de competição.
É responsabilidade igual para todos os judocas, treinadores,
competidores e árbitros conhecerem todos os aspectos
das tradições de reverencia ao judô. Aos
árbitros é confiada a responsabilidade fundamental
de assegurar que a etiqueta permaneça para que a tradição
continue. Existe todo um cerimonial de como vestir o kimono
e amarrar a faixa, subir no tatami, uma hierarquia de como
cumprimentar, respeitar e se dirigir aos superiores e a obrigação
de ajudar e amparar os inferiores. No Japão, a imagem
do sensei de judô era muito mais respeitada pela sua
integridade do que pela sua força. Como podem ver,
o judô é uma arte de cavalheiros e não
de guerreiros.
A competição serve apenas como um meio, e não
como uma finalidade em si. A competição deve
ser estimulada, mas não cobrada. Muitas pessoas desistem
do judô por não conseguir um resultado satisfatório,
ou após passar a sua fase de competição.
Ser campeão é para poucos, é ilusório
e passageiro, e as vezes prejudicial, por a pessoa se julgar
melhor que as outras. Muitas vezes se aprende mais com a derrota
do que com a vitória. A competição deve
ser encarada apenas como uma etapa no cultivo do caminho,
que uma vez passada, abrirá caminho para as etapas
seguintes. A aprendizagem se estende até o final da
vida, atuando como professor, arbitro e ajudando em eventos
e praticando os diferentes “katas”, que são formas
técnicas que permitem o praticante continuar a treinar
o judô mesmo após passar a sua fase de lutador.
Portanto cultive a humildade, pois você não é
e nunca será nada, fuja da arrogância, da vaidade
e do egoísmo, pois elas denigrem a pessoas por mais
forte que ela seja ou por mais conhecimento técnico
que possua.Procure no seu professor, um pai, no seu Dojo sua
casa, e nos seus colegas uma família. Ajuda a termos
um judô forte dentro dos seus valores originais. Antigamente
ao convidarmos alguém para treinar, usávamos
sempre a expressão “ONEGAI SHIMASSU” (Por favor, é
uma honra), e ao terminarmos o treino “ARIGATÔ GOZAIMASHITA”
(Muito obrigado).
Se realizássemos uma projeção imperfeita,
que dificultasse o adversário de realizar a queda,
pedíamos sempre desculpas “GOMEM” (Desculpa, perdão).
Vamos pensar seriamente em tudo o que aqui foi escrito, a
assim conseguiremos resgatar o JUDO como era antigamente.
O
importante não é ser melhor do que os outros,
mas sim melhor do que já somos.
Prof.
Durval Alfredo Rente
(
7º Dan )
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